segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Resenha - Garota Desaparecida

Um Mundo Melhor
Garota Desaparecida
Sophie McKenzie 
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 238
Editora: Verus
Classificação: 
Sinopse: Lauren mora na Inglaterra e sempre soube que é adotada. Mas, quando uma breve pesquisa sobre o seu passado revela a possibilidade de ela ter sido roubada de uma família americana ainda bebê, a vida de Lauren de repente parece uma fraude. O que ela pode fazer para tentar encontrar os pais biológicos? E seus pais adotivos terão sido os responsáveis por sequestrá-la? Lauren convence sua família a fazer uma viagem para o outro lado do Atlântico e, lá chegando, foge para tentar descobrir a verdade. Mas as circunstâncias de seu desaparecimento são sombrias, e os sequestradores de Lauren ainda estão à solta — e dispostos a qualquer coisa para mantê-la calada. 


Quando Lauren depara-se com o tema de sua redação, Quem é você?, entra numa crise de identidade. Lauren está com 14 anos e foi adotada quando tinha três e não sabe nada sobre como sua família anterior e sobre sua adoção. Com o assunto levantado pela proposta da produção textual, ela começa a questionar-se sobre seu passado e seus verdadeiros pais. Assim, resolve fazer uma pesquisa na internet, chegando até um site de crianças desaparecidas. Nele, ela encontra uma foto de uma menina parecida com ela, Martha Lauren, que sumiu dois meses antes de sua adoção. Porém, essa criança sumiu nos Estados Unidos, e ela mora na Inglaterra.

As dúvidas irão atormentar Lauren, que vai atrás de respostas com seus pais adotivos, que acham que ela ainda é muito nova para saber de toda a verdade. Lauren não aceita e inicia um plano para ir atrás das respostas, de onde veio, por que foi dada para adoção e porque seus pais não querem que ela saiba sobre o assunto. 

Com ajuda de seu melhor amigo, Jam, Lauren “enrola” sua mãe para assim mexer nos diários dela. Desta forma, ela descobre que foi adotada nos EUA, o que faz com que suas suspeitas de ser a menina da foto só aumentem. Com isso, outro plano entra em ação, e ela convence aos pais a saírem de férias para os estados unidos, para que ela possa investigar o lugar onde sua adoção foi concretizada.
  
Lauren e Jam serão surpreendidos pelos acontecimentos, e o que era para ser uma simples investigação vira uma perigosa busca pela verdade.


O livro não cumpre o que promete e está longe de ser um suspense. A trama tinha tudo para ser interessante e envolvente, porém não passou de um infantojuvenil inverossímil e superficial. O sequestro e o desaparecimento de crianças são assuntos muito sérios e graves, muitas pessoas não têm ideia de como é passar por isso ou do porquê de outras roubarem crianças. Tudo isso poderia ter sido explorado com amis profundidade na história.

Os pais adotivos, apesar de sabermos o motivo que os levaram a adoção, são pouco explorados; os pais verdadeiros ganharam um pouco mais de destaque, mas o sofrimento que eles viveram com os anos de desaparecimento poderia ter sido mais evidenciado e os “vilões” mal aparecem, dando um único motivo para o ocorrido.

A pesar das minhas ressalvas, a narrativa é leve e fluida. Por ser contata em primeira pessoa, em alguns momentos, consegui sentir a angústia e o sofrimento de Lauren, contudo, a protagonista é extremamente teimosa, infantil, impulsiva e indecisa. O que me deixou irritada em alguns momentos. Nem mesmo, Jam, que era para ser um porto amigo e um mediador das atitudes da amiga, não cumpriu seu objetivo nem me conquistou. Os amigos, com apenas 14 anos, fazem coisas inacreditáveis, como entrar sozinhos em um avião e invadir uma agência de adoção no meio da madrugada. O romance que surge no livro é completamente desnecessário e sem graça.


Alguns fatos levantados sobre o sequestro de crianças foram levantados, e vi-me, em dois momentos, afita e angustiada com os questionamentos feitos pelas personagens. Consegui, como mãe, ver-me naquela situação e entender o sofrimento da mãe que teve sua filha roubada.

Garota Desaparecida não é um livro surpreendente nem profundo sobre o assunto, mas consegue transmitir a mensagem de que o problema é maior e mais grave do que imaginamos. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Resenha - Lúcida

Um Mundo Melhor
Lúcida
Ron Bass e Adrienne Stoltz 
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 364
Editora: Galera Record
Classificação: 
Sinopse: Um thriller psicológico eletrizante, do roteirista de Rain Man e O casamento do meu melhor amigo. Sloane é uma aluna nota 10, com uma grande e amorosa família. Maggie vive uma existência glamorosa e independente, como aspirante a atriz em Nova York. As duas não poderiam ser mais diferentes. A não ser por um pequeno detalhe, algo que não têm coragem de revelar a ninguém. À noite, cada uma sonha que é a outra. Os sonhos são tão vívidos que as garotas sentem e experimentam o que a outra está passando naquele momento. Seriam as duas reais? Uma delas estaria mentalmente instável e imaginando a outra? Seriam ambas a mesma pessoa? Qual delas é real? 



Sobre o livro

Maggie é uma jovem de 17 anos, que está no início da carreira de atriz, mora com a mãe e com a irmã em Nova York. A relação com sua mãe parece mais de amigas do que de mãe e filha, e isso a incomoda muito. Além disso, praticamente toda a responsabilidade pelos cuidados de sua irmã mais nova está sobre suas costas. Sloane mora em Mystic com seus pais e seu irmão. Há algum tempo perdeu seu melhor amigo em um acidente e, por causa disso, está com dificuldades de lidar com essa perda. Sua relação com sua mãe também não está das melhores.

As duas não se conhecem pessoalmente, mas mesmo assim há uma conexão entre elas. Enquanto dormem, uma sonha com o dia da outra. Esse segredo é mantido a sete chaves pelas duas, porém quando James e Andrew aparecem em suas vidas toda a verdade sobre elas corre o risco de vir à tona.





Minha opinião

A premissa do livro é muito interessante. São duas histórias separadas, mas que tem uma forte ligação. Esse ano já li um livro narrado dessa maneira, Além-Mundos, do Scott Westerfeld, e tive dificuldades com a leitura. Mais uma vez isso aconteceu. Esse negócio de interromper os capítulos para ficar intercalando as narrativas não funciona comigo. O livro tem 363 páginas separadas em 28 capítulos alternados, um para a narrativa de Maggie, outro para a de Sloane e assim sucessivamente. Somente nas ultimas 80 páginas do livro, as histórias começam a ter uma ligação “de verdade”, porém tudo começou de forma muito rápida, não senti uma evolução dos acontecimentos, foi tudo jogado na cara do leitor, e quando comecei a compreender o que estava acontecendo, o livro acabou.

Não gostei nem me apeguei a nenhuma personagem. As duas protagonistas são chatas. Sloane foi um porre. Toda sua história ficou em torno de um menino novo que chega em sua escola e numa possível namorada dele. A parte que devia ser mais explorada sobre seu melhor amigo que morreu mal foi mencionada. Já com Maggie o que não gostei foi sua postura perante os problemas profissionais, fora sua relação com os possíveis pretendentes que foi de uma infantilidade só. Vou levar em consideração sua idade e o fato de ela estar começando na carreira de atriz. Mas ela tem pontos positivos: sua preocupação e dedicação com a irmã mais nova.


O que mais gostei no livro, na parte de Maggie, foi o enredo voltado aos problemas que os atores passam para conseguir um papel em um filme, comercial ou série. Mas mesmo assim, achei o assunto um pouco superficial. Fora que sexo e enganar pessoas para conseguir um papel ganharam destaque quando o assunto devia ser competência e talento.

Recomendo o livro para quem gosta de jovem adulto (young adult), para quem busca um thriller psicológico não é a leitura ideal. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Resenha - Confissões de Um Amigo Imaginário

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Confissões de Um Amigo Imaginário
Michelle Cuevas
Livro cedido pela editora
Número de páginas: 175
Editora: Galera Júnior
Classificação: 
Sinopse:  Uma imperdível aventura de alguém que descobre existir apenas na imaginação de uma garotinha. Um livro para todos aqueles que, um dia, já se sentiram à margem, deixados de lado... invisíveis Jacques tem uma leve suspeita de que ninguém gosta dele. Professores o ignoram solenemente quando levanta a mão e até mesmo seus pais precisam ser lembrados de colocar um lugar à mesa para ele! Graças a Deus por Fleur, a irmã e companheira constante. Mas então Jacques descobre uma verdade devastadora: ele não é o irmão de Fleur; é seu amigo imaginário! E aí começa uma tocante e divertida busca por seu eu verdadeiro. Uma imperdível jornada em busca do significado da vida leva Jacques de encontro às mais peculiares crianças, imaginárias e reais, e o faz descobrir a incrível e invisível maravilha de ser quem se é.

Sobre o livro


Confissões de um amigo imaginário é a autobiografia de Jacques Papier. Para ele, não há nada melhor que ter como melhor amiga sua irmã gêmea Fleur. Juntos são uma dupla inseparável e parceiros de muitas aventuras. Mas sua vida começa a mudar quando escuta seus pais comentando sobre o amigo imaginário da irmã. Imediatamente, Jacques fica triste e bravo, pois Fleur nunca comentou com ele que tinha um amigo imaginário.

Assim, ele decide, como forma de protesto, inventar seu próprio amigo imaginário.O pior é que depois disso, Jacques descobre que, na verdade, ele é o amigo imaginário da irmã. Com isso, ele decide que precisa ser livre e pede para que Fleur o liberte.

Assim, tem início uma das maiores aventura da vida de Jacques, Mas nem tudo acontece como ele imaginava. Depois de ter sua liberdade conquistada, ele acaba sendo imaginado por outra criança. Além disso faz amizade com outros amigos imaginários. Em meio a muitas aventuras, Jaques percebe sua importância na vidas das crianças que o imaginam.



Minha opinião


Por ser focado no público infantil, a escrita é leve e simples. As ilustrações tornam a leitura muito mais divertida. A diagramação está muito bonita, todas as imagens ficaram perfeitas e ajudam muito na imaginação da história. São 60 capítulos, todos curtinhos e rápidos de ler, gostei dos nomes que eles levam, encaixam-se muito bem nos acontecimentos.

Jacques é um personagem muito querido e engraçado. Porém a revelação de sua vida o faz ficar confuso sobre seus sentimentos e sua relação com a irmã. O mais bonito é que ele mostra-se ser um excelente amigo, ajudando a todos que encontra em sua ventura. Adorei o final que a autora deu para ele. Outros personagens são apresentados na história, o mais legal é que Jacques ajuda todos eles a superarem seus problemas, com isso, ele mesmo aprende a enfrentar as suas próprias dificuldades.

Confissões de um amigo imaginário é um livro fofo. O livro aborda temas ideais para o público infantil, como amizade, aceitação, relação entre irmãos e superação. Considerado pela Time Magazine um dos 10 melhores livros para crianças de 2015. Vi no blog da galera que o livro teve seus direitos vendidos para o cinema, e será levado às telas pelos estúdios Fox.

 
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