Resenha do livro Celular de Stephen King

Está preparado para ler uma obra que promete aterrorizar até as pessoas mais corajosas de todos os tempos. Pelo tanto que falaram do livro, achei que King desta vez não decepcionaria. No entanto, acredito que até mesmo se eu estivesse à meia noite em um cemitério, gargalharia com essa estória. Enfim, se quiserem saber por que não me impressionei nem um pouco, leiam essa resenha do livro Celular, escrito por Stephen King.

Além disso, acredito que muitos títulos de terror espalhados por aí deveriam mudar de gênero. A maioria não assusta nem um gatinho. Precisamos de melhores livros de horror. Quando você procura em qualquer uma destas listas de melhores livros de terror na internet e não encontra outro autor que não seja Stephen King, significa que as coisas estão críticas.

Descrição e sinopse do livro Celular de Stephen King

Resenha do livro Celular

Testemunhe o retorno triunfante e sangrento de Stephen King ao gênero que o tornou famoso. Celular, a homenagem do rei do horror aos filmes de zumbis (o livro é dedicado em parte a George A. Romero) é o seu mais horrível e aterrorizante romance em anos, sem mencionar o mais intensamente estimulado. Deixando de lado seu amor pelo caráter elaborado de personagens, King arranca leitores do chão logo nas primeiras páginas; arrastando-os para a briga e oferecendo nenhuma chance de recuperar o fôlego até a última.

Em Celular, King explora o medo dos seres humanos por guerra tecnológica e terrorismo. Telefones celulares entregam o apocalipse a milhões de humanos desavisados, limpando seus cérebros de toda a humanidade, deixando apenas impulsos agressivos e destrutivos para trás. Aqueles sem celular, como o ilustrador Clayton Riddell e seu pequeno grupo de “normies”, devem lutar pela sobrevivência.

Os fãs que seguiram King desde o início reconhecerão e apreciarão esse livro como um ponto de partida – a escrita de King não foi tão pura de coração e livre de problemas em anos. 

Resenha do Livro Celular

A história começa de verdade quando Clayton Riddell, ao voltar para casa depois de vender sua HQ, avista um homem arrancar a orelha de um cachorro com os dentes. Uma mulher acabara de atacar um comerciante enquanto gritos aterrorizadores ecoavam ao longe. Antes de Riddell se dar conta, o mundo já era um caos completo. A culpa disso tudo era dos celulares (como poderia não ser!?).

Clayton, juntamente com seus amigos Allice e Tom, começa a correr até que ele percebe que seu filho possui um celular… Será que Stephen King conseguirá, desta vez, criar uma trama assustadoramente capaz de gelar sua espinha?

Não foi o que eu senti. Nem de longe o chamado rei do terror me provou merecer seu título. Este livro está mais para um The Walking Dead distorcido. Nada do que vi nele, a não ser a parte do celular, foi inovador. Aliás, nem o nome (Celular ou Cell, em inglês) me chamou muito a atenção. Que nomezinho sem graça, não!?

Quando eu estava lendo “Celular” (desculpe, mas o nome é muito ridículo), alguma coisa ficava martelando sempre em minha mente. Foi no momento em que me lembrei de uma outra série de Stephen King, A Torre Negra. Eu tinha decidido que, depois dela, não perderia mais tempo com obras desse autor, que tem até algumas que valem a pena, mas na maior parte das vezes são tão infundadas que chegam a ser mais engraçadas do que realmente assustadoras.

Deixe-me tentar explicar melhor: o enredo é bem simples. De alguma maneira, alguém conseguiu enviar um pulso por meio do sistema de dispositivos móveis capaz de transformar um ser humano inofensivo como um gatinho em um leopardo raivoso com sangue nos olhos. Até aí tudo bem, estórias de zumbi costumam ser assim mesmo.

Os sobreviventes do pulso, quando não estão tentando estrangular uns aos outros, se unem para melhorarem suas chances de vida contra os “fonáticos”. Mais ou menos na metade de suas páginas, o livro começa a desacelerar vertiginosamente. Não chega a ficar lento demais, mas transmite um certo sentimento de tédio. O autor narra as criaturas e seu comportamento. Primeiro, as cenas de zumbis comendo zumbis. Depois, o momento em que aprendem a se unir, como bons caçadores que são. Por fim, começam até a cantar.

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A pouca dignidade que o livro tinha se perdeu nesse momento. Não me entendam mal, King escreve bem, sabe contar uma estória de maneira interessante, porém a ideia de zumbis que se comunicam telepaticamente (TELEPATICAMENTE!) conseguiria acabar com qualquer enredo. Seja um enredo simples como esse, seja um enredo complexo e mirabolante, a verdade é que nada sobreviveria a zumbis telepáticos.

Mas não se engane, meu caro leitor… você realmente achou que King faria isso conosco? Qualquer um escreve uma história de pessoas que, por conta de um “vírus” transmitido pelos celulares, são transformadas em zumbis telepáticos extremamente perigosos e capazes de matar. Até seu cachorro seria capaz de imaginar algo assim. Não… Stephen King, rei dos reis, não faria algo tão simplório.

Ele foi muito além. Stan Lee ficaria com inveja. Além dessa bizarrice toda, ele adicionou mais uma habilidade aos zumbis: a levitação. Um zumbi que não pode levitar não seria um monstro tão apavorante. Chegou um momento que achei que as criaturas iriam começar a soltar fogo pela boca enquanto sacavam um sabre de luz.

Seria ótimo se tudo isso servisse para satisfazer o caos esperado no fim da estória, mas nem isso. Os zumbis são tão burros que nem a telepatia salva. Fico me perguntando como seria viver em um apocalipse desses. 

Nada aterrorizante… nada aterrorizante mesmo. Talvez o filme seja melhor, mas nem morta vou arriscar. Algum de vocês me recomenda o filme? Comentem aí! Se gostaram da resenha do livro Celular, comentem aí também. Se odiaram, transmitam seu ódio por mim e minhas palavras. Será muito bom conversar com vocês.

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Nota do editor e dos leitores
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3 Comentários para “Resenha do livro Celular de Stephen King”

    1. Com algumas poucas alterações no enredo King conseguiria adicionar sabres de luz viu. Eu achei que ele faria isso. Depois dessa história toda, não duvido nada que os zumbis sejam capazes de abrir uma escola para jovens mutantes, cujo líder seja um careca numa cadeira de rodas. Fica a dica, Rei do Terror!
      Obrigada por passar aqui, Érica.

  1. Acho que o livro não é tão ruim assim. Eu li já faz algum tempo, mas achei a premissa do celular interessante. Talvez se o autor tivesse exagerado menos nesses aspectos não houvesse sido uma experiência horrível para tantas pessoas. No geral eu recomendo ler Stephen King sim. É um bom autor e mesmo que esse não seja um dos seus melhores trabalhos ainda traz um pouco do Terror que estamos acostumados com ele. O problema é que hoje em dia o tema de zumbis já está saturado. Na época eu acho que de mais sucesso por isso. Gostei da resenha, no entanto kkkk
    Bjuss

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