Resenha do Livro O Menino que Desenhava Monstros de Keith Donohue

Está à procura de um livro de terror que te prenda por horas ininterruptas? O Menino que Desenhava Monstros pode muito bem ser uma boa escolha. Com elementos de suspense sobrenatural, a obra de Keith mescla momentos de sutileza com momentos quase assustadores. Confira a resenha do livro O Menino que Desenhava Monstros para descobrir por que vale a pena lê-lo.

Resenha do Livro O Menino que Desenhava Monstros

Breve Resumo

O Menino que Desenhava Monstros é um romance hipnótico de horror literário sobre um jovem garoto preso dentro de seu próprio mundo, cujos desenhos borram as linhas entre fantasia e realidade.

Jack Peter Keenan, de dez anos, tem medo de se aventurar ao ar livre. Recusando deixar sua casa em uma pequena cidade costeira no Maine, Jack Peter gasta seu tempo desenhando monstros. Quando esses desenhos tomam uma vida própria, ninguém está a salvo do terror que eles inspiram.

Sua mãe, Holly, começa a ouvir sons estranhos na noite vindo do oceano. Seu pai, Tim, vagueia na praia, procurando freneticamente por uma aparição estranha que se mostra selvagem nas dunas.

E o único amigo do menino, Nick, fica absolutamente preso no poder estranho dos desenhos. Enquanto aqueles ao redor de Jack Peter estão assombrados pelo que eles pensam ver, só ele conhece a verdade por trás das ocorrências assustadoras, quando o mundo exterior cai sobre todos.

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Resenha do Livro O Menino que Desenhava Monstros

Quando li o livro, não estava com muitas expectativas, visto que já havia lido algumas resenhas e ouvido algumas críticas negativas. Assim, mesmo com todos os elogios da mídia, não esperava por uma leitura muito agradável. Na verdade, pensei ser uma obra entediante. Mas, depois de algumas páginas, fiquei surpreendido por estar gostando da narrativa. E, nessa resenha , direi a vocês  o porquê.

Nas primeiras páginas não encontramos muito suspense e nem muita ação. Salvo por alguns episódios sobrenaturais, o autor nos apresenta um pouco das características de cada personagem.

O ambiente é maravilhoso. Uma paisagem branca de neve ilustra as palavras e o clima de natal consegue trazer uma certa esperança em meio a uma família que grita por ajuda. O desespero dos pais em cuidar de uma criança é nítido em todas as páginas. Parece que o mundo desmorona sobre eles de uma forma irretratável.

Resenha do Livro o menino que desenhava monstros

Jack era um garoto normal até que um “acidente” o deixou particularmente estranho. Agora ele não gosta que ninguém o toque e morre de medo de deixar a casa, até mesmo para ir à escola. Sua mãe é a principal responsável por sustentar a casa, enquanto seu pai teve de largar seus sonhos para cuidar do pequeno (o novo modelo de família do século XXI).

Nick, seu melhor amigo, gosta, despreza e morre de medo de Jack ao mesmo tempo. Como Jack não vai mais à escola, sobrou para Nick a tarefa de fazer companhia a ele. Depois de fazer as devidas apresentações, descrevendo os hábitos e as características de cada personagem, o autor começa a introduzir “o monstro”.

A partir daí surgem os típicos clichês de filmes de terror (os clichês são de filmes mesmo), tais como quando a pessoa vê o monstro e, ao contar a experiência para alguém (adivinhem!!) ninguém acredita nela. O pior é que isso ocorre diversas vezes. Chegou um momento em que pensei se tratar de uma conspiração dos próprios personagens contra mim.

Apesar disso, em nenhum segundo os clichês atrapalharam o desenrolar da trama, que não ficou de modo algum entediante, muito pelo contrário, Keith soube como manter a fluidez das palavras, conseguindo prender minha atenção.

Além disso, algumas vezes um mesmo acontecimento nos é mostrado sob diversas perspectivas. Isso traz uma certa emoção para fatos que para uma personagem foram totalmente insignificante, mas que para outra foram imprescindíveis.

O Menino que Desenhava Monstros” pode parecer meio lento em alguns momentos, mas nem tanto. O escritor não gasta nosso tempo com tolices. Sempre há mistérios sendo revelados, quando outros não estão sendo criados. Quase todos os capítulos tratam da história principal, revelando detalhes sutis que precisam de alguma atenção para serem descobertos.

Essa alternância entre os personagens que disse agora a pouco também me surpreendeu por uma outra razão: todos eles são muito bem desenvolvidos. O desespero da mãe que busca, na religião, o conforto para o desespero de criar um filho problemático. A descrença do pai no sobrenatural. Nick talvez tenha revelações tão importantes quanto as do próprio Jack (não direi quais são porque não quero estragar a surpresa para você). O fato é que a vida de cada um toma formas únicas enquanto se entrelaça com as dos demais.

O menino que desenhava monstros é livro de terror?

O terror, bem, o terror eu tenho que confessar que quase não existe. Em nenhuma circunstância posso dizer que a criatura me tenha causado muito medo e olha que me assusto fácil. É um ótimo livro de suspense com pitadas de sobrenatural e o desenrolar da história foi tão sutil que me prendeu por horas a fio. No entanto, o terror deixou a desejar.

Isso, na verdade, não foi um grande problema para mim, já que, como havia dito, não tinha grandes expectativas sobre o livro. Admito que fiquei apreensivo em várias situações, mas o monstro não me provocou muito medo. Jack, pelo contrário, consegue ser bem bizarro com suas atitudes contraditórias.

De um modo geral, você não irá encontrar gatos zumbi ou crianças perturbadas (talvez um pouco deste último) como nos livros do King, mas irá se surpreender com a história que “O Menino que Desenhava Monstros” reserva para você.

Trailer de apresentação do livro:

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Resenha do Livro O Menino que Desenhava Monstros

Resenha do Livro O Menino que Desenhava Monstros
  • O Menino que Desenhava Monstros
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5 Comentários para “Resenha do Livro O Menino que Desenhava Monstros de Keith Donohue”

  1. Quero primeiramente parabenizá-lo pela resenha.
    Aviso: Provavelmente é melhor você não tentar terminar isso tarde da noite. Isso me assustou.
    Depois de uma longa crise de leitura, finalmente senti o desejo de pegar um livro e ler novamente. Eu não demorei muito tempo para escolher o que ler. Acabei de pegar um livro novo na minha estante e me acomodei.
    Eu comecei este livro sem nenhuma ideia do que é tudo isso. Eu nem sabia qual gênero pertencia, mas isso não me impediu de terminar.
    O menino que desenha monstros incorpora uma mistura de realidade versus fantasia. Ele inclui muitas cenas e eventos confusos nos quais o leitor não tem certeza se o que está sendo descrito está literalmente acontecendo ou não. Ele joga ao longo da fronteira entre imaginação e realidade que faz seus leitores questionarem o que realmente aconteceu; quanto disso é feito na cabeça do protagonista; quais eventos realmente ocorreram.
    Eu admito, tive dificuldade em mergulhar na história. Na maior parte do tempo, não sabia o que fazer com o que estou lendo. Eu também não senti uma conexão forte com os personagens (todo mundo era um pouco horrível), embora eu goste do jeito que esse romance é escrito. É a primeira vez que leio um trabalho de Keith Donohue e pego outro livro dele novamente.
    Sendo um livro que eu tive dificuldade em compreender, eu ainda gostei e a reviravolta no final me pegou de surpresa. Para mim, é como um daqueles finais de filmes onde você fala “Mas que p***a eu assisti?”.
    Ele tem um tom sutil e estranho que se acumula ao longo do tempo e, no final, me deu arrepios e me deixou reavaliando a história desde o início para revisar quais são os fatos e quais não são. Isso me deixou com um pouco de paranoia também.

  2. Outro romance fantástico de Keith Donohue que de alguma forma consegue ser ao mesmo tempo divertido e completamente original em tudo que ele escreve.

    Pobre Holly e Tim! Eles devem ser felizes com suas vidas em uma bela vila costeira do Maine, mas estão sobrecarregados com J.P.– uma criança de dez anos com problemas de desenvolvimento. Autismo, dizem os especialistas. Agorafobia, os médicos explicam sobre o intenso medo de J.P. ao ar livre. Mas Holly está no fim da sua sagacidade com tudo isso. Ela queria uma criança normal e está cansada de lutar com um garoto que não é apenas anti-social, ele é completamente estranho e parece estar se tornando algo perigoso.

    Agora J.P. tem uma nova obsessão – desenhar monstros. Holly, Tim e seus poucos amigos não se importariam, exceto que agora Holly está ouvindo coisas, Tim está vendo coisas e Nick, o único amigo de J.P., está programado para vir para uma longa festa do pijama. E os monstros estão se aproximando …

    Este livro poderia ter ido em qualquer direção, Donohue fez um ótimo trabalho caindo em um número de arenques vermelhos que eram todos plausíveis. Eu não vi a última reviravolta que apareceu na última página e, no entanto, fazia todo o sentido. Se alguém aí quiser saber mais, clique aqui para ler minha resenha do livro O Menino que Desenhava Monstros. Valeu, gente!!

  3. Gostei muito da sua resenha do livro O menino que desenhava monstros. Acho que o autor poderia ter incrementado um pouco mais os personagens do livro para que nos comovesse esse um pouco mais com suas histórias. Mas nada que pudesse comprometer a leitura ou estragar o prazer da narrativa. Espero muito que façam um filme com essa história. Seria muito legal. Só espero que não estraguem o livro com a produção.

  4. Eu li o menino que desenhava monstros há uns dias atrás e achei que o terror deixou mesmo a desejar como você disse na resenha. Mas o suspense e a história de cada personagem são incríveis. Não sei como a pessoa não se sente intrigada com o lado sombrio de Jack. Eu fiquei pensando a todo momento se esse menino era do bem ou do mal. Ao mesmo tempo em que ele começava a parecer um bom garoto, coisas muito estranhas aconteciam. E ele não era nada sincero com seus pais, essa parte não entendi muito bem. Alguém aí sabe porque Jack mentia sobre algumas coisas?

  5. Faltou ter falado isso na resenha, mas eu acho que o menino que desenhava monstros, Jack, era meio doido mesmo. Ele tinha um monte de problemas sociais e tals. Não gostava de sair de casa. Não sei se era por isso também.

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