Resenha do livro O Olho do Mundo de Robert Jordan – A Roda do Tempo

Se você é fan de livros de alta fantasia e ainda não conhece a obra prima de Robert Jordan, a série A Roda do Tempo, está perdendo uma das maiores sagas de romances fantásticos de todos os tempos. Descubra por que digo isso nesta resenha do livro O Olho do Mundo, primeiro volume da série.

Resenha do Livro O Olho do mundo - Capa

Breve Resumo

O Olho do Mundo é um romance fantástico que já cativou milhares de fans pelo mundo. Escrito pelo americano Robert Jordan (pseudônimo de James Oliver Rigney Jr), o livro é o primeiro integrante de uma saga composta por 14 volumes, além de uma prequela.

Toda a série ficou mundialmente conhecida, chegando a ser comparada à trilogia “O Senhor dos Anéis” de Tolkien devido aos detalhes e ao modo como o autor trata suas personagens.

Universo da Série 

Resenha do Livro O Olho do Mundo

Ilustração de Darrel K. Sweet

A história é ambientada em mundo feito pelo Criador que também criou a Roda do Tempo. A Roda não tem fins nem começos, apenas tece os dias na Terra, podendo girar graças ao Poder Único que nasce da Fonte Verdadeira, composta de energia com metades masculina e feminina (saidin e saidar). Os Aes Sedai são aqueles que conseguem canalizar o Poder Único, seja para curar, seja para impor uma destruição catastrófica.

Shai’tan, o Tenebroso, foi aprisionado no momento da criação pelo Criador, mas um acidente provocado pelos Aes Sedai liberou um pouco de sua energia. Algum tempo depois disso, começam as guerras entre a luz e as sombras pelo controle do mundo.

Lews Therin, o Aes Sedai mais poderoso, chamado de Dragão, consegue novamente restaurar o selo da prisão de Shai’tan. Mas isso não veio sem consequências: a metade masculina do Poder Único foi maculada. Agora somente as mulheres podem canalizá-lo sem enlouquecerem e causarem a Ruptura do Mundo e o fim das eras.

O que é dito na profecia é que “O Sangue do Dragão Renascido sobre as pedras de Shayol Ghul libertará a humanidade da sombra”.

Breve descrição do livro O Olho do Mundo

A obra gira em torno de Rand al’Thor, um garoto que mora em uma fazenda no interior de Três Rios, muito tempo depois dos acontecimentos entre o Dragão e o Tenebroso. Antes de Moraine, uma Aes Sedai, aparecer em seu caminho, pode-se dizer que sua vida se resumia em pastorear ovelhas juntamente com seu pai, Tim.

Mas quando sua fazenda é invadida por Trollocs (seres não humanos controlados pelo Senhor das Trevas) e seu pai fica gravemente ferido, Rand é forçado a acreditar que precisa fugir antes que um novo ataque ocorra, já que Morraine suspeita que os Trollocs estavam atrás dele e de alguns de seus amigos.

Agora, em fuga, sua vida corre ainda mais perigo, pois as forças mais sombrias de todo o universo estão novamente se erguendo. O mundo que conhece está prestes a mudar e Rand parece estar bem no meio de tudo isso. 

Resenha do livro O Olho do Mundo

Resenha do Livro o Olho do mundo - capa

Capa original ilustrada por Darrel K. Sweet

O Olho do Mundo é um livro razoavelmente grande, a edição que li tinha quase 800 páginas, e, por incrível que pareça, não é maçante como algumas pessoas dizem. As primeiras páginas já logo mostram um mundo em guerra com uma grande crise da Luz e uma forte ressurreição das Sombras.

“A Roda do Tempo gira, e Eras vêm e vão, deixando memórias que se transformam em
lendas. As lendas desvanecem em mitos, e até o mito já está há muito esquecido quando a Era que o viu nascer retorna”.

Com essas primeiras palavras, Robert Jordan dá início à sua saga. É… você já deve ter percebido que o livro é sinistro logo de cara. Antes do primeiro capítulo, o prólogo já arrepiou minha espinha com a história do Dragão e do Tenebroso.

A linguagem do livro não chega a ser complicada, mas também não é de toda simplista. Isso enriquece a obra de detalhes sem deixar o leitor boiando. As personagens são perfeitamente desenvolvidas com uma imersão incrível na história de cada uma. Até mesmo uma velha louca guarda segredos e teorias assustadores.

Além disso, cada herói (vou chamá-los de heróis, já que estão lutando contra as trevas para salvar o mundo) tem suas próprias características e peculiaridades, as quais não vou dizer para não estragar para quem ainda não leu. No entanto, uma coisa posso dizer: todo mundo tem um papel sensacional, além de habilidades próprias e temperamentos únicos.

Jordan pensou em tudo mesmo. O mundo é vasto, parecido com o de Senhor dos Anéis, apesar de ambos serem de universos diferentes. Há até mapas para ilustrá-lo, como em todos os bons livros de fantasia. Notei algumas outras semelhanças entre eles, também, quanto aos cavaleiros da sombra e quanto aos líderes das trevas, mas isso fica para um próximo post. Melhor ainda, por que vocês que leram o livro não comentam aí o que acham sobre as semelhanças e diferenças entre O Senhor dos Anéis e A Roda do Tempo.

Há ainda batalhas sensacionais com um alto teor de misticismo e sangue, além do drama, que, nesse ponto,ao meu ver podia ter sido melhor explorado pelo autor.

A Roda do Tempo é um livro mágico e é perfeito para ler depois de Game of Thrones. Eu sei que, com GOT em alta dessa maneira, muitos de vocês, apaixonados por literatura fantástica, estão procurando um substituto ou, até mesmo, algo que possa suprir as lacunas entre os lançamentos dos tão aguardados livros finais de Game of Thrones.

Então, a Roda do Tempo é uma boa alternativa para quem deseja continuar em um mundo fantástico, cheio de criaturas mágicas e muitas batalhas épicas. Não vou entrar aqui em qual dos livros é melhor, porque adoro ambas as sagas. Se você gosta mais de uma do que de outra, comenta aí que quem sabe um dia, se tiver bastante discussão nos comentários, crio um post falando dos pontos fortes e fracos de cada um.

Para finalizar:

“E há de chegar o dia em que as obras dos homens serão destruídas, e a Sombra cairá sobre o Padrão da Era, e a mão do Tenebroso desabará mais uma vez sobre o mundo dos homens. As mulheres verterão lágrimas, e os homens tremerão quando as nações da Terra forem despedaçadas como trapos. Ninguém se oporá ou lutará.
Mas alguém virá para enfrentar a Sombra, nascido outra vez, como nasceu antes e  nascerá novamente, vezes sem-fim. O Dragão Renascerá, e seu retorno será acompanhado de choro e
ranger de dentes. Ele cobrirá o povo em cinzas e aniagem e causará uma nova Ruptura do Mundo, destruindo todas as correntes que o prendem. Como a aurora libertadora, ele nos cegará e nos queimará, mas o Dragão Renascido enfrentará a Sombra na Última Batalha, e seu sangue nos trará a Luz. Deixai que as lágrimas escorram, Ó povo do mundo. Chorai por vossa salvação.

(De O Ciclo de Karaethon, As Profecias do Dragão. Traduzido por Ellaine Marise’idin Alshinn,
Bibliotecária-chefe da Corte de Arafel, no Ano da Graça de 231 da Nova Era, a Terceira Era)”

Mensagem do Livro II de A Roda do Tempo

Ver Também:

Isso aí gente, se você gostou dessa resenha do livro o Olho do Mundo ou mesmo se odiou, comenta aí embaixo!! 

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Resenha do Livro O Olho do Mundo de Robert Jordan
  • O Olho do Mundo da Série A Roda do Tempo
5

3 Comentários para “Resenha do livro O Olho do Mundo de Robert Jordan – A Roda do Tempo”

  1. Nossa eu gostei muito dessa saga. Robert Jordan fez um trabalho incrível escrevendo o olho do mundo e toda a série Roda do Tempo, de forma geral. Não tem um livro que ele não consiga fazer um bom suspense. Quando você pensa que o livro vai ficar enrolando com conversas inúteis, ele de repente sofre uma reviravolta que te faz ficar de queixo caído. Parabéns pela resenha. Se não for pedir muito, tenta colocar umas teorias de como serão os próximos livros de Game of Thrones. Valeu

  2. Eu apoio a ideia de teorias sobre o próximo livro de GOT. Iria ser mt interessante abrir espaço pra diálogos sobre isso

  3. Robert Jordan é o rei da fantasia nos 4 primeiros livros da roda do tempo. Depois disso fica tão entediante que vc tenta dar um tiro no próprio ouvido.
    Sério, o primeiro é muito bom mesmo.
    O segundo é ainda melhor.
    O terceiro é razoável, mas ainda é bom.
    O quarto livro tem um dos melhores finais de toda a saga.
    Quando cheguei no quinto e depois no sexto, eu queria estrangular algumas personagens femininas (aposto q quem leu o livro vai saber de quem eu estou falando; isso mesmo, aquelas que tomam 70% da história principal para falarem sobre seus vestidos, raiva dos homens, melhor maneira de colocar um homem no seu lugar; esse tipo de coisa).
    No começo, era engraçado, mas fica muito repetitivo depois de 100 páginas só sobre isso. Aí você pensa que a história vai retomar o curso normal só para depois descobir que somente 30 páginas são boas e as próximas 100 são novamente sobre vestidos e raiva dos homens.
    Desculpa se ficou grande o texto para quem leu até aqui, mas precisava desabafar.

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