Sapiens – Uma Breve História da Humanidade – Resenha

O livro Sapiens – Uma breve história da Humanidade cumpre o que promete ou é só mais um resumo de história para gente preguiçosa? Confira nossa resenha para descobrir!!

Resenha Sapiens - Uma Breve historia da Humanidade

Resenha Sapiens – Uma breve história da Humanidade por Yuval Noah Harari

 

Breve Resumo

Sapiens – Uma breve história da Humanidade é um livro escrito pelo professor Yuval Noah Harari que foi primeiramente publicado em hebreu em 2011. Sua obra é totalmente inspirada pela ciência, particularmente a biologia.

Unindo a história com a biologia, ele expôs como o ser humano foi moldado e como moldou a natureza ao seu redor. Propõe-se a responder porque somente nós estamos aqui sendo que no passado existiam seis diferentes raças de seres humanos.

Além do passado, o autor analisa o futuro. O ser humano domina o presente desafiando as leis da seleção natural. Mas quais suas visões do futuro? O que ele está buscando se tornar? E, acima de tudo, o que o guia para isso?

Resenha Sapiens – Uma breve história da Humanidade

A obra, além parecer instigante, é ,no mínimo, ousada: resumir toda a história da humanidade em menos de 500 páginas não é pra qualquer um. Adicione também o futuro e você começa a pensar que é livro de fantasia. O fato é que o livro não aborda uma coisa só e fala quase tanto do presente e do futuro quanto do passado.

Como a premissa é acompanhar os passos da história, o livro começa do começo: do quase nada ao tudo, do Big Bang. Nas primeiras páginas, o autor vai descrevendo a história e o comportamento humano como qualquer outro livro.

Mas, à medida que vamos tomando consciência das mensagens que  nos passa, percebemos que ele não é só mais um resumo. Ele transmite a história de forma única. Nada parecido com os livros convencionais que lemos na escola, cheios de datas e conceitos que devem ser decorados para serem posteriormente vomitados na prova.

Com suas teorias inovadoras, Harari nos impulsiona a pensar, a entender o porquê dos acontecimentos. Partindo de uma lógica marcante, diz que os seres humanos experienciaram uma série de revoluções. Na primeira, cognitiva, nós começamos a nos comportar de maneira mais engenhosa e, por razões ainda não conhecidas, nos espalhamos pelo globo.

Na segunda,  agrícola, passamos da coleta e da caça para as pequenas plantações. Conseguimos, a partir daí, transformar a natureza a nosso favor e nos estabelecer em grandes cidades, mesmo com todas as dificuldades que um ambiente tão impessoal provoca.

A terceira, talvez a mais polêmica de todas, é a científica. Ela desencadeou uma série de outras à sua frente: a da industria, a da informação e a da biotecnologia. Essa última, para o autor, será a responsável por eliminar os sapiens, transformando-os em deuses ciborgues.

Harari não para por aí. Comenta como a linguagem foi importante para nós nos diferenciarmos das outras espécies. Em seu exemplo, um animal é até capaz de transmitir informações simples como um aviso de perigo. Mas nenhum outro ser consegue descrever de forma abstrata o tipo de perigo ou o porquê de ser um perigo como nós.

Além disso, a capacidade de nos comunicar permitiu um nível surpreendente de cooperação. Quando descobrimos ou inventamos algo, podemos ensinar aos outros para que eles não precisem passar por todo esse processo novamente.

De forma polêmica, assuntos como religião são abordados e comparados com o dinheiro e o império. Todos frutos da linguagem e da ficção que é criada por ela. Dizia que a revolução agrícola foi uma farsa, que ela trouxe mais ganância e miséria do que havia antes. Os homens eram mais felizes na Idade da Pedra.

Agora, temos que trabalhar mais, comer mal, ter um maior risco de passar fome, uma condição de vida menos saudável. Nossas vidas perderam o brilho em relação aos tempos passados. Quanto mais adquirimos  e conquistamos, mais luxo queremos. A humanidade que conhecemos está condenada. 

O autor fala ainda da amortalidade, que é dar vida eterna ao ser humano. O novo Sapiens. Com ela, poderíamos viver para sempre, mas muitos valores variariam. O que era para ser bom, na verdade, torna-se mais uma forma de sofrimento. O amortal não é imortal, ele pode morrer por violência. O valor a vida cresceria de uma uma tal maneira que perder um ente querido seria insuportável.

A verdade é que ele liga e religa conceitos e teorias já apresentados por outras pessoas ou imaginadas por nós mesmos. A partir daí ele sistematiza tudo de uma forma sortuda, porém competente, criando Sapiens – Uma breve história da Humanidade. 

Pode-se dizer que houve uma mistura de oportunismo e sensacionalismo neste livro. No entanto, ainda que dessa forma, a abordagem dos temas alcançou resultados bastantes positivos.

Ver também:

Vale a pena ler Sapiens – Uma breve história da Humanidade?

Muitos de vocês que ainda não leram o livro devem estar se perguntando se vale a pena. Eu acredito que ele é indicado tanto para aqueles que querem aprender história, quanto para aqueles que só são curiosos. Não é à toa que está entre os best-sellers por tanto tempo, tem todas as razões para tal.

O livro consegue ser científico e não científico ao  mesmo tempo. Mas como assim? Calma! Eu explico. Apesar de tratar de história, a obra não é nada carregada com termos técnicos de difícil compreensão. Muito pelo contrário, a narrativa é simples e as teorias são muito interessantes.

Particularmente, eu nunca havia visto ninguém apresentar temas tão polêmicos dessa forma. Com uma clareza formidável, Sapiens – Uma breve história da Humanidade consegue servir para qualquer um. O leitor quase não vai se pegar procurando um termo na Wikipedia, já que um mínimo conhecimento de história é mais que suficiente.

Pelo que eu li, a obra vale e muito a leitura. Mesmo para aqueles que provavelmente não concordara?o com uma ou outra teoria do autor. Isso porque ela abre sua mente a novas perspectivas. Faz você pensar de uma forma diferente coisas que já sabia e introduz coisas novas de maneira criativa.

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Resenha de Sapiens - Uma breve história da Humanidade

  • Sapiens: Uma Breve História da Humanidade

1 Comentário para “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade – Resenha”

  1. O livro Sapiens – uma breve história da humanidade nunca para de desafiar minha compreensão do nosso lugar no universo. O que acreditamos determina o que queremos querer. Os sapiens distinguem-se pela nossa capacidade de acreditar nas ficções. As revoluções cognitivas começam com o primeiro conjunto de histórias hipotéticas que nos permitimos acreditar se são verdadeiras ou não. A importância real é que a família, parentes, amigos e comunidade compartilhem essas crenças.
    Nossas ficções nos permitem cooperar. Eles nos dão a ordem imaginária necessária para as sociedades agirem juntas. As corporações não são pessoas, elas não existem na realidade. Não se pode apontar para uma corporação. Não são os edifícios, os executivos ou quaisquer outras entidades físicas que fazem a corporação, mas é nossa crença que os torna reais. O autor observa que a palavra para corporação vem do latim, corpus, o mesmo que no corpo (corpus) de Cristo dentro da transubstanciação.
    A religião nos dá conforto do absurdo e nos conforta para aceitar a morte. A ciência (e seu desdobramento, tecnologia) faz o oposto. Isso nos dá conhecimento que leva à extensão da vida e torna nosso tempo vivo mais confortável.
    Os mitos que criamos nunca podem ser logicamente consistentes sem contradições. Perfeita liberdade sempre entrará em conflito com a perfeita igualdade. O conhecimento sobre o mundo real nunca pode ser “universal, necessário e certo”, mas apenas vislumbramos a realidade considerando o “particular, contingente e provável”. Nossos mitos nos dão conforto e bem-estar subjetivo, mas nunca estão sem contradições.
    A aceitação de nossos mitos nos dá a nossa semelhança. Ele dirá até que, por causa dos mitos que escolhemos acreditar, eles determinam nosso progresso. Quando as culturas (ordens imaginárias) coletivamente conhecem a Verdade, elas não têm razão para prosseguir. A biologia nos permite, as culturas nos proíbem. As palavras mais importantes necessárias para o progresso são “não sei, mas quero descobrir”. Ele conecta o imperialismo com o capitalismo, levando à busca de conhecimento (e ao desenvolvimento da ciência). Somente aqueles que não acreditam que sabem tudo precisam pesquisar.
    Parabéns pela resenha, abraços!!

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